Em 1950, o ator e cantor francês Francis Linel ganhou o Primeiro Grand Prix da canção francesa, no Festival de Deauville, interpretando uma música que tinha pretensões a ser um samba, intitulada Monsieur le consul à Curityba. A música, de autoria de Marc Heyral, com letra de Fernand Vimont e Henry Le Marchand, trazia as marcas de seu tempo: o clima geral edulcorado e rosado típico do pósguerra.
Monsieur le Consul à Curytiba
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O Senhor Consul em Curitiba
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Il est au Brésil une ville
Un charmant petit coin tranquille
Où la vie est douce et facile
Et qu'on nomme Curitiba
D'un consul j'y fis
connaissance
Ce n'était pas le Consul
de France
Mais pour un consul quelle
chance
D'habiter ce pays là
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Há no Brasil uma cidade
Um charmoso cantinho
tranqüilo
Onde a vida é doce e fácil
E que se chama Curitiba
Com um cônsul lá eu fiz
amizade
Ele não era cônsul da
França
Mas para um cônsul, que
grande sorte
Morar naquele lugar
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Em 1969, Francis Linel voltou a interpretar a canção na televisão Francesa. Alunos do curso História: Memória e Imagem, da UFPR, fazem uma releitura provocativa da música, brincando com o seu nonsense e transportando-a para a Curitiba atual.
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